Divergências atrasam o parque tecnológico de BH
O governo do estado de Minas Gerais promete entregar em março de 2010 a primeira edificação do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec), considerado como prédio institucional, que ocupará 8,5 mil metros quadrados. Pelo menos 3,5 mil metros quadrados serão destinados a empresas que se mostrem dispostas a se instalar na área.
O processo de instalação do parque na capital mineira foi marcado por diversos percalços. A UFMG doou o terreno, na região da Pampulha, mas ele não estava regularizado. Foi preciso aprovar uma lei municipal específica para ocupação e atender condicionantes ambientais necessários à concessão de licença para construção. Tudo isso atrasou muito o processo.
As negociações com a Google e o Centro de Pesquisas René Rachou, braço mineiro da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec), esbarram em entraves, como divergências com o projeto original, que podem atrasar o avanço do parque.
A Google Inc., maior empresa de internet do mundo, abriu mão do papel de pioneira entre as empresas que se instalariam no centro de tecnologia e já ocupa outro espaço na capital e, segundo a empresa, não há planos de mudança.
Com o Centro de Pesquisas René Rachou, as negociações também atrasaram por causa de uma divergência: a administração do parque queria que o centro doasse as construções de infraestrutura destinadas ao desenvolvimento de tecnologia comum às empresas e instituições.
“Parques tecnológicos são empreendimentos de implantação lenta. Transformar pesquisa em conhecimento tecnológico não ocorre da noite para o dia”, admite o diretor-presidente do BH-Tec, Clélio Campolina Diniz, que deixa o posto em 1º julho para se candidatar ao cargo de reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
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